quinta-feira, 28 de julho de 2011

Versos sobre monotonia


Desatino em cânticos,
Perco-me entre sofridas
Idéias
De um verso nunca terminado.

Alado coração
Distante do meu.

Desperta a ira
Deuses de convívios
Em apuros
Do outro lado da rua.

Frenética
Escrita, ainda que sobre a vizinha
Do andar de cima...

Sofre, sozinho, num beco escuro.

Desmundo oco
Sobra a cabeça do não-eu
Eu que não fui o que sou.

Guardo em rios o rio que não naveguei.

Desnudo o sentido
Do não sentir seus dentes
Cravados em carne dura...

Amante?

Lira descontente
Da música
Da musa
Das artimanhas dos amores vãos...

...em vão a saudade que corrói

Corrobora com a lentidão das avenidas.

Estúpidas monotonias
Dessa via
Que mesa não vira
E quase tudo aceita.

Escurece
E a vida. Vida que se perde
Nas lentidões dos carros sobre as avenidas.

E eu desatino meu canto
Desafino!
Destoante coração sobre a cidade.
Eco sozinho
Dos versos não escritos.

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